As corridas com obstáculos nas Olimpíadas são provas de atletismo que envolvem corrida, atenção e agilidade para superar os objetos. Estreando nos Jogos Olímpicos de Paris 1900, a modalidade marca presença em todas as edições recentes.

Em contrapartida, as mulheres competem desde 2008, representando um marco importante para o atletismo mundial.

As corridas com obstáculos oferecem momentos emocionantes e são aguardadas com grande expectativa nas Olimpíadas de Paris 2024.

História das corridas com obstáculos nas Olimpíadas

Corridas com obstáculos nas Olimpíadas: história e todos os pódios
Benjamin Kigen na decisão dos 3.000 m com obstáculos nas Olimpíadas de Tóquio – Icon Sport

Uma das modalidades mais emblemáticas do atletismo, a corrida com obstáculos tem uma história marcante nos Jogos Olímpicos, fazendo sua estreia oficial em Paris 1900, quando a prova de 2500 metros foi incluída.

Ao longo dos anos, várias mudanças aconteceram nas distâncias e nos obstáculos nas corridas olímpicas. Inicialmente, a modalidade era realizada em distâncias mais curtas, como os 2500 metros, mas ao longo do tempo, a distância foi aumentada para os 3000 metros, que se tornou a distância padrão para os homens.

Para as atletas femininas, a inclusão da corrida de 3000 metros com barreiras nas Olimpíadas de Pequim 2008 marcou um momento histórico de progresso e igualdade dentro do atletismo olímpico.

Desde então, a prova tem proporcionado emocionantes momentos de competição e conquista, tornando-se uma parte essencial do programa olímpico para as atletas femininas de elite em todo o mundo.

Diferença entre corrida com barreiras e corrida com obstáculos nas Olimpíadas

Corridas com obstáculos nas Olimpíadas: história e todos os pódios
Diferença entre corrida com barreiras e corrida com obstáculos – Icon Sport

As corridas com barreiras e as corridas com obstáculos são duas modalidades diferentes no atletismo olímpico, embora possam parecer semelhantes à primeira vista.

Na corrida com barreiras, os atletas correm em uma pista reta e devem superar uma série de barreiras ao longo do percurso. As barreiras são posicionadas em intervalos regulares e têm uma altura fixa para homens e outra altura para mulheres.

Os competidores devem saltar sobre os objetos sem derrubá-los. Geralmente, as corridas com barreiras são disputadas em distâncias de 100 metros, 110 metros (para homens) ou 100 metros (para mulheres), além das corridas de 400 metros com barreiras.

Por outro lado, nas corridas com obstáculos, os atletas enfrentam uma pista que inclui uma variedade de obstáculos, como barreiras e barreiras de água.

Esses obstáculos são colocados em diferentes pontos, exigindo que os corredores alternem entre corrida, saltos sobre as barreiras e até mesmo mergulhos sobre as barreiras de água.

As corridas com obstáculos têm distâncias mais longas do que as corridas com barreiras, com as provas olímpicas incluindo corridas de 3000 metros para mulheres e homens.

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Os maiores campeões

Corridas com obstáculos nas Olimpíadas: história e todos os pódios
Ouro na Rio 2016, Conseslus Kipruto é um dos principais corredores quenianos – Icon Sport

O Quênia é reconhecido por sua excelência nas corridas com obstáculos nas Olimpíadas. Com uma tradição em produzir corredores de elite de longa distância, os atletas quenianos são conhecidos por sua resistência, velocidade e habilidade técnica para superar obstáculos.

Exibindo um desempenho acima da média, os corredores quenianos se destacam como os principais vencedores das corridas com obstáculos nas Olimpíadas. Além do sucesso nas competições olímpicas, o Quênia também brilha em eventos internacionais de atletismo, impulsionado pela sua tradição em corridas.

3000 m com obstáculos

Pódios do masculino

Olimpíadas Ouro Prata Bronze
Paris 1900 George Orton
(CAN)
Sidney Robinson
(GBR)
Jean Chastanié
(FRA)
St. Louis 1904 Jim Lightbody
(USA)
John Daly
(GBR)
Arthur Newton
(USA)
Londres 1908 Arthur Russell
(GBR)
Archie Robertson
(GBR)
John Eisele
(USA)
Antuérpia 1920 Percy Hodge
(GBR)
Patrick Flynn
(USA)
Ernesto Ambrosini
(ITA)
Paris 1924 Ville Ritola
(FIN)
Elias Katz
(FIN)
Paul Bontemps (FRA)
Amsterdã 1928 Toivo Loukola
(FIN)
Paavo Nurmi
(FIN)
Ove Andersen
(FIN)
Los Angeles 1932 Volmari Iso-Hollo
(FIN)
Thomas Evenson
(GBR)
Joe McCluskey
(USA)
Berlim 1936 Volmari Iso-Hollo
(FIN)
Kaarlo Tuominen
(FIN)
Alfred Dompert
(GER)
Londres 1948 Tore Sjöstrand
(SWE)
Erik Elmsäter
(SWE)
Göte Hagström
(SWE)
Helsinque 1952 Horace Ashenfelter
(USA)
Vladimir Kazantsev
(URS)
John Disley
(GBR)
Melbourne 1956 Chris Brasher
(GBR)
Sándor Rozsnyói
(HUN)
Ernst Larsen
(NOR)
Roma 1960 Zdzisław Krzyszkowiak
(POL)
Nikolay Sokolov
(URS)
Semyon Rzhishchin
(URS)
Tóquio 1964 Gaston Roelants
(BEL)
Maurice Herriott
(GBR)
Ivan Beliaev
(URS)
Cidade do México 1968 Amos Biwott
(KEN)
Benjamin Kogo
(KEN)
George Young
(USA)
Munique 1972 Kipchoge Keino
(KEN)
Ben Jipcho
(KEN)
Tapio Kantanen
(FIN)
Montreal 1976 Anders Gärderud
(SWE)
Bronisław Malinowski
(POL)
Frank Baumgartl
(GDR)
Moscou 1980 Bronisław Malinowski
(POL)
Filbert Bayi
(TAN)
Eshetu Tura
(ETH)
Los Angeles 1984 Julius Korir
(KEN)
Joseph Mahmoud
(FRA)
Brian Diemer
(USA)
Seul 1988 Julius Kariuk
(KEN)
Peter Koech
(KEN)
Mark Rowland
(GBR)
Barcelona 1992 Matthew Birir
(KEN)
Patrick Sang
(KEN)
William Mutwol
(KEN)
Atlanta 1996 Joseph Keter
(KEN)
Moses Kiptanui
(KEN)
Alessandro Lambruschini
(ITA)
Sydney 2000 Reuben Kosgei
(KEN)
Wilson Boit Kipketer
(KEN)
Ali Ezzine
(MAR)
Atenas 2004 Ezekiel Kemboi
(KEN
Brimin Kipruto
(KEN)
Paul Kipsiele Koech
(KEN)
Pequim 2008 Brimin Kipruto
(KEN)
Mahiedine Mekhissi-Benabbad (FRA) Richard Mateelong
(KEN)
Londres 2012 Ezekiel Kemboi
(KEN)
Mahiedine Mekhissi-Benabbad (FRA) Abel Mutai
(KEN)
Rio 2016 Conseslus Kipruto
(KEN)
Evan Jager
(USA)
Mahiedine Mekhissi-Benabbad (FRA)
Tóquio 2020 Soufiane El Bakkali
(MAR)
Lamecha Girma
(ETH)
Benjamin Kigen
(KEN)

Pódios do feminino

Olimpíadas Ouro Prata Bronze
Pequim 2008 Gulnara Samitova-Galkina (RUS) Eunice Jepkorir
(KEN)
Tatyana Petrova Arkhipova (RUS)
Londres 2012 Habiba Ghribi (TUN) Sofia Assefa (ETH) Milcah Chemos Cheywa (KEN)
Rio 2016 Ruth Jebet (BRN) Hyvin Jepkemoi (KEN) Emma Coburn
(USA)
Tóquio 2020 Peruth Chemutai (UGA) Courtney Frerichs
(USA)
Hyvin Jepkemoi
(KEN)

Quadro de medalhas geral das corridas com obstáculos nas Olimpíadas

País Ouro Prata Bronze Total
Quênia 11 9 7 27
Finlândia 4 3 2 9
Grã-Bretanha 3 5 2 10
Estados Unidos 2 3 5 10
Suécia 2 1 1 4
Polônia 2 1 3
Rússia 1 1 2
Marrocos 1 1 2
Bélgica 1 1
Canadá 1 1
Tunísia 1 1
Bahrein 1 1
Uganda 1 1
França 3 2 5
União Soviética 2 2 4
Etiópia 2 1 3
Hungria 1 1
Tanzânia 1 1
Itália 2 2
Alemanha 1 1
Alemanha Ocidental 1 1

Brasileiros nas corridas com obstáculos nas Olimpíadas

Corridas com obstáculos nas Olimpíadas: história e todos os pódios
Altobeli Silva competindo em Tóquio 2020 – Divulgação/Instagram – Altobeli Silva

A história do Brasil nas corridas com obstáculos pode ser traçada até os primeiros anos das competições olímpicas, embora o foco inicial tenha sido mais em outras modalidades do atletismo.

Adhemar Ferreira da Silva, por exemplo, é amplamente reconhecido por suas conquistas no salto triplo, onde ganhou duas medalhas de ouro olímpicas (1952 em Helsinque e 1956 em Melbourne).

No entanto, em seus primeiros anos de carreira, Adhemar também competiu em eventos que incluíam obstáculos, estabelecendo uma base para futuros atletas brasileiros.

Nos últimos anos, Altobeli da Silva ganhou destaque no atletismo, se tornando um dos principais nomes do Brasil nos 3.000 metros com obstáculos. Consolidando sua posição na modalidade, o atleta brasileiro competiu nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, e nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

Vale destacar que em Tóquio, Altobeli chegou à semifinal dos 3000 m com obstáculos, um feito importantíssimo que evidencia o avanço brasileiro na modalidade.

Embora o Brasil ainda não tenha conquistado uma medalha olímpica nas corridas com obstáculos, a participação crescente e o desempenho dos atletas brasileiros apontam para um futuro promissor.

A evolução dos programas olímpicos no esporte, o aporte em infraestrutura esportiva e o respaldo aos atletas são aspectos cruciais que podem impulsionar o Brasil a conquistar resultados notáveis nas próximas edições dos Jogos Olímpicos.

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