Tudo sobre o judoca Rafael Silva, o "Baby": biografia, história no judô, participações nas Olimpíadas e medalhas conquistadas

Rafael Silva não está entre os atletas mais midiáticos. Calmo e sereno, só não pode ser chamado de discreto por conta de seus mais de dois metros e altura. E é um dos maiores judocas brasileiro da história das Olimpíadas.

Dono de duas medalhas nos Jogos Olímpicos, o “Baby” disputa em Tóquio a chance de se tornar o maior vencedor do judô brasileiro na competição.

No texto a seguir, mostramos como ele saiu de um aspirante à fazendeiro para uma das grandes chances de medalhas olímpicas para o Brasil. Contamos sua história no judô, listamos seus títulos e suas medalhas e detalhamos suas participações nas Olimpíadas.

Biografia de Rafael Silva

Rafael SIlva comemorando vitória

Rafael Carlos da Silva é um judoca brasileiro. Nasceu no dia 11 de junho de 1987 em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Compete pela categoria pesado, para atletas acima dos 100kg.

Apesar de medir 2,03m e pesar mais de 160kg, Rafael é conhecido como “Baby”. O apelido, ele explica, tem a ver com seu jeito tranquilo, gentil.

O judoca entrou na história do esporte em 2012. Na Olimpíada de Londres, tornou-se o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha nos pesados. Para completar, o bronze foi o quarto pódio do país no judô, até hoje o melhor desempenho na competição.

Baby repetiu a dose na edição seguinte e levou outro bronze. Entrou, dessa maneira, ao seleto hall de atletas com medalhas olímpicas em mais de uma edição. E pode ir além.

Disputará a Olimpíada de Tóquio e pode tornar-se o maior medalhista da história do judô do Brasil. Junto dele, apenas outros dois atletas contam com dois pódios olímpicos: Aurélio Miguel (1988, 1996) e Tiago Camilo (2000, 2008). Ninguém tem três. Por enquanto.

Como Rafael Silva começou no judô

Rafael Silva no pódio da Olimpíada de 2016

Rafael Silva não pensava em ser um atleta profissional. Muito menos um judoca. Na infância em Rolândia, no Paraná, queria mesmo é ser agrônomo.

Quis o destino, porém, que jovem Rafael começasse a praticar a centenária arte marcial japonesa. Hobby de um adolescente inquieto de 15 anos, nada mais. Até ser tudo.

Aliando uma fulminante paixão pelo esporte com um impressionante físico, Baby foi sobrando regionalmente. Tanto que foi convidado, aos 18 anos, para mudar-se para São Paulo.

Foi para participar do “Projeto Futuro”, da Confederação Brasileira de Judô, que tinha um olhar especial para pesos-pesados. E os olhos da CBJ se impressionaram com o que viram.

História de Rafael Silva no Judô

Rafael Silva com o kimono do Brasil

A história de Rafael Silva no judô começa para valer em 2009. Disputou o Aberto de Varsóvia e venceu cinco de seus seis confrontos. Sua primeira conquista aconteceu em 2010, no Aberto de Madrid.

Em 2011 deu o passo mais firme rumo à uma carreira de alto nível. Venceu três Abertos Mundiais — chamados em inglês de World Cup, mas que não tem nada a ver com o Mundial, que é o World Championship — e ficou com a medalha de prata no Pan de Guadalajara.

O ano de 2012, que seria histórico, começou extremamente vitorioso, com a conquista do Masters de Almaty, em Janeiro, e o do seu primeiro Campeonato Pan-Americano, em abril. Aí sim, em julho, entrou para a história com a medalha de bronze na Olimpíada de Londres.

Rafael Silva, o medalhista olímpico

A vida de Rafael Silva mudou com a medalha em Londres. Entrevistas, patrocinadores, exposição, competição, enfim, grandes desafios para um atleta manter-se em alto nível. Baby, claro, os enfrentou de peito aberto.

A temporada seguinte de seu pódio olímpico foi uma das mais produtivas de sua carreira. Levou o segundo ouro de Campeonato Pan-Americano e foi vice-campeão mundial, derrotado somente pelo excelente Teddy Riner. Sem contar as outras duas medalhas de prata em demais competições internacionais.

Até os Jogos do Rio, em 2016, o ciclo olímpico de Rafael Silva vinha mantendo uma média de duas medalhas de ouro e pelo menos outro par de pódios num ano. Foi o que aconteceu em 2014, por exemplo.

O ano de 2015 caminhava para o mesmo desempenho, não fosse uma séria lesão no ombro que o tirou do Pan de Toronto e chegou a preocupar sua participação na Olimpíada.

Para recuperar o tempo perdido, Baby disputou uma série de competições antes de 2016. Foram dois Grand Prix, dois Abertos e um Campeonato Pan-Americano. Levou a medalha de bronze nos dois primeiros e de ouro nos três últimos.

O bronze no Rio e a preparação para Tóquio

O desempenho foi um prenúncio. Nos Jogos do Rio de Janeiro, Rafael Silva foi mais uma vez medalhista de bronze e alcançou o que somente outros dois judocas brasileiros conseguiram.

Tirando um pouco o pé do acelerador e focando em Tóquio, Baby competiu menos neste ciclo olímpico. A ideia era se preservar fisicamente e acompanhar as mudanças físicas que a sua categoria tem enfrentado nos últimos anos.

Ainda assim, levou mais um ouro, o sexto no Campeonato Pan-Americano, em 2019, e mais dois bronzes no Campeonato Mundial, em 2017 em 2019.

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Participações de Rafael Silva nas Olimpíadas

Até aqui, são duas participações de Rafael Silva nas Olimpíadas, em 2012 e em 2016. Nas duas, o brasileiro ficou com a medalha de bronze. Em 2016, aliás, tornou-se um dos três judocas brasileiros mais bem-sucedidos nos Jogos.

A caminhada para esse posto começa em Londres, em 2012. Um maratona, na verdade. Todas as suas quatro partidas foram para o Golden Score, a prorrogação do judô, de 3 minutos e em morte súbita.

Nas classificatórias e nas oitavas, pontuou primeiro e levou; nas quartas, ninguém pontuou, mas seu adversário, Alexander Mikhaylin — que terminou com a prata — ficou com a vitória.

Na repescagem, Baby foi mais uma vez ao golden score contra o sul-coreano Kim Sung-Min. Não conseguiu encaixar um golpe, mas ficou com um yuko após três advertências ao adversário.

A participação de Rafael Silva na Olimpíada do Rio foi bem menos dramática. Venceu logo por ipon nas duas primeiras rodadas e chegou confiante para as quartas. O problema era que tinha Teddy Riner pela frente. O francês venceu o brasileiro mais uma vez e acabou com o sonho do ouro.

Sem problemas. Na repescagem, Baby bateu o holandês Roy Meyer e garantiu mais um bronze. A disputa pela terceira colocação também terminou com a vitória do nosso judoca, dessa vez contra o uzbeque Abdullo Tangriev.

Conquistas e títulos de Rafael Silva

  • Campeão do Campeonato Pan Americano de Judô (2012, 2013, 2014, 2014, 2016, 2019)
  • Grand Slam de Tyumen (2014)
  • World Masters Almaty (2012)
  • Aberto Mundial (2010, 2011, 2011)
  • Aberto Pan-Americano (2016, 2016)

Medalhas de Rafael Silva

  • Olimpíadas – Medalha de Bronze (2012, 2016)
  • Campeonato Mundial  – Medalha de Prata  (2013)
  • Jogos Pan-Americanos – Medalha de Prata (2011)
  • Campeonato Mundial – Medalha de Bronze (2017, 2019)
  • Grand Slam – Medalha de Prata (2012, 2012, 2013)
  • World Masters Almaty – Medalha de Prata (2013)
  • Grand Prix – Medalha de Prata (2015)
  • Campeonato Pan-Americano – Medalha de Prata (2015)
  • Grand Slam – Medalha de Bronze (2019, 2019 2020)
  • Grand Prix – Medalha de Bronze (2016, 2016)

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*Última atualização em 11 de dezembro de 2020

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